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Ser Feliz

Ser Feliz

28
Jan19

O meu balanço do último ano

Carla Lopes Gomes

Balanço do ano.jpg

 

2018 foi um ano muito importante na minha vida. Foi um ano de grandes alegrias, mas também de duros desafios. Engana-se quem pensa que 2018 trouxe só alegrias. Foi nos momentos mais tristes que precisei usar as minhas maiores armas na batalha vida - amar e sorrir. O entendimento de que as dificuldades são um fio condutor para a superação e aprendizagem, a certeza de que qualquer dor se pode transformar em sabedoria e novos avanços, fizeram de 2018 um ano completo. Um ano onde os pratos da balança se equilibraram. Onde os momentos difíceis pesaram tanto como os bons. Mas os bons superaram e continuam a superar qualquer que seja o desafio. Em 2018 criei o meu blogue, publiquei o meu primeiro livro, fiz várias apresentações do mesmo e avancei para uma 2a Edição. Em 2018 tive o maior desafio que uma mulher pode ter - ser mãe. Um desafio para a vida, diário, permanente... o melhor do mundo. Muitos leitores disseram-me "já tens o livro, já és mãe, agora falta plantares uma árvore". Bem, prometo plantar a árvore em 2019. E o meu filho plantará comigo. Mas em 2018 sinto que lancei algumas sementes e o maior fruto que recebi foi o amor e reconhecimento daqueles que me acompanham. Um abraço para todos e o meu sincero agradecimento por todo o carinho.

02
Nov18

Um Outubro de lições e um Novembro de mudanças

Carla Lopes Gomes

Adeus Outubro... trouxeste-me pouco tempo para escrever, pouco tempo para partilhar os meus pensamentos com os meus seguidores. Mas também me trouxeste grandes ensinamentos. Mais uma vez a vida mostrou-me a importância de acreditar em mim própria, mesmo quando mais ninguém acredita. Mais uma vez a vida reforçou a importância do verbo persistir, e apesar de mais ausente deste meu espaço que também é vosso, estive sempre presente com o meu pensamento e luta de seguir e aplicar na minha vida aquilo que tento transmitir aos outros através do que escrevo.

Outubro e a entrada no Outono foi um mês de viragem, de reforçar energias e preparar forças para um Novembro que se avizinha curto. Curto porque no seu final regresso ao trabalho. Curto porque será também repleto de mudanças. Mudança de alimentação do meu Rafael, mudança de rotinas para ambos. Porque este será um corte umbilical necessário e mudar é viver.

Outubro fez-me perceber que há um amor dentro de mim que cresce mais a cada dia. Outubro fez-me perceber que o presente colocou-me nas mãos a tarefa mais bela mas também a mais difícil - educar um filho. Outubro fez-me perceber que com pouco o meu coração entra em alvoroço com este amor que invadiu todo o meu ser. Sim, porque Outubro trouxe a primeira constipação. Outubro colocou uma ansiedade desconhecida no meu peito, de quem dá tudo para estar no seu lugar. Mas não pude estar. Apenas constipei-me também. E em vez de um doentinho, fomos dois, numa sintonia de espirros e um respirar tudo menos delicado. 

Novembro trará a primeira sopinha e um corte umbilical diferente - a separação diária durante muitas horas que prevejo assemelharem-se a dias.

Novembro começará com mais um desafio - uma apresentação do meu livro na feira do livro do Outono Vivo, na Praia da Vitória.

Prevejo um início de Novembro com muito amor, um mês de adaptação, aprendizagem e sobretudo crescimento pessoal. Bem-vindo Novembro! Que venham esses desafios.

28
Set18

Quatro meses de mãe - quem mima mais quem?

Carla Lopes Gomes

Quatro meses...! Quatro meses é o tempo exato que os meus olhos conhecem os teus. E no entanto, eu já te conhecia. O meu coração já ameaçava há muito ser mais teu do que meu. O meu pensamento já te pertencia, por vezes até de forma inconsciente. Agora faço o balanço de te ter na minha vida. E só pode ser maravilhoso. Ter-te na minha vida é uma benção. Poder envolver os teus braços no meu pescoço é uma dádiva. Ter as tuas gargalhadas matinais e o teu sorriso genuíno, com covinhas nessas bochechas que me enchem de orgulho, é ganhar um novo sentido na minha vida. Hoje não sei se sou mais viciada em ter-te no meu colo do que tu próprio em pedir para cá vir. Pergunto-me quem terá mais vício de dormir junto ao teu calor e perfume. Tu ou o papá e a mamã? Pergunto-me quem precisa mais de mimos? Tu dos meus ou eu dos teus? A tua energia contagiante por vezes ameaça a resistência das minhas "pilhas", mas é tão bom, tão bom, tão bom ter-te todos os dias presente na minha vida.

14
Ago18

O privilégio de ser mãe

Carla Lopes Gomes

Ser mãe é um privilégio. Eu sinto-me privilegiada por ser mulher. Eu sou sem dúvida uma privilegiada por ser mãe. E tenho cada dia mais essa certeza. É tão forte este laço, que não se resume a uma imensa soma de afectos, mas que conta também com uma componente física, hormonal, onde os instintos nos fazem lembrar que somos animais racionais que experienciam biologicamente algumas reações dos outros mamíferos. Mas temos a razão, temos a consciência e a possibilidade de partilhar bonitas emoções.

Lamento que algumas mulheres não reconheçam a sorte que têm. E relembro isso todos os dias, quando o meu Rafael só se acalma no meu colo ou quando fica a dormir tranquilo junto a uma peça de roupa usada, com o meu perfume. Vejo nos olhos do meu marido o lamento de não conseguir acalmá-lo tão facilmente.

Já me sentia uma privilegiada por o sentir ainda dentro de mim, quando os outros não conseguiam sentir os seus pontapés. Hoje sinto-me abençoada por poder alimentá-lo e lamento que a amamentação, ao fim de tantos séculos, seja agora um tabu, em pleno século XXI. Não compreendo como algo tão natural e tão maravilhoso pode repugnar as pessoas. Sim, somos animais. Os animais não racionais protegem as suas crias e alimentam-nas. E nós? Passamos a ver a amamentação como um transtorno, como um limitador de agenda, como algo perturbador de se fazer publicamente. Onde está a preocupação com a saúde dos filhos? Então é moda preservar as células estaminais do cordão umbilical para eventual combate a doenças futuras e a amamentação é negada, quando é essencial no fortalecimento do sistema imunitário? Não sejamos um 8 nem um 80. Não é necessário uma mulher despir-se publicamente para conseguir amamentar. Há tantas formas de o fazer e produtos para auxiliar a tarefa. Até neste campo sinto-me privilegiada. Porque a amamentação cria fortes laços entre a mãe e o bebé. Sinto que tenho um efeito calmante muito poderoso sobre o meu filho. Sinto que o pai, nesta fase inicial da vida do bebé, fica em desvantagem, porque há algo biológico que é superior e pode contribuir para que se sinta excluído. Eu tento que não se sinta excluído. Tudo isto é normal. É a natureza a fazer as coisas...

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