Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Ser Feliz

Ser Feliz

17
Abr18

Quem ama sofre – um clichê tão verdadeiro

Carla Lopes Gomes

29386194_418895311895114_3336731843220004147_n.jpg

 

 

Não é fácil definir o amor. O amor é algo tão imenso que quando o tento definir as palavras parecem insuficientes para qualificar um sentimento tão grande, tão puro e tão abrangente. 

Há vários tipos de amor e isso desperta em cada um de nós sentimentos, emoções, atitudes diferentes. Há amor de pais para filhos e vice-versa, há o amor de avós para netos e vice-versa, há o amor entre irmãos, entre outros graus de parentesco, entre amigos e entre aquela que identificamos como a nossa cara-metade. 

Mas na sua diversidade, estes vários tipos de amor têm principalmente um ponto em comum – o sofrimento que provocam. E isso não é mau, é a prova de que o amor é tão grande, capaz de nos expulsar da nossa zona de conforto e nos conduzir a experienciar emoções desconhecidas, leva-nos a trilhar caminhos que não imaginámos mas também fomenta experiências enriquecedoras e um maior conhecimento de nós mesmos, do que somos capazes, até onde o amor nos pode conduzir. 

Um pai sofre porque se preocupa com o seu filho. E o que nós apelidamos de sofrimento é nada mais nada menos do que reflexo do seu amor que se traduz em proteção, preocupação, acompanhamento. Um filho sofre por amor ao pai porque não o quer ver triste, não o quer ver doente, não o quer perder. No geral, os filhos constroem ao longo do seu crescimento uma imagem de força, de exemplo e até de luta dos seus pais. Quando em determinados momentos essa força não é demonstrada, porque os pais também têm os seus momentos de fraqueza, apodera-se do filho o medo, o receio. 

Uma cara-metade é capaz de despertar uma multiplicidade de emoções em simultâneo. Conviver com a nossa cara-metade implica crescer um com o outro, aprender umas vezes a calar, outras vezes a falar, perceber que por vezes terás razão e noutras vezes não. É compreender pontos de vista diferentes e saber conviver com isso. É moldar rotinas, é entregares-te ao outro mais do que a ti mesmo. É sofreres mais com a dor dessa pessoa do que com a tua própria dor. É desejares minimizar o sofrimento da pessoa que amas, ansiando substituí-la em situações que sabes ser impossível. É pedires todos os dias que no dia seguinte o seu sorriso e o seu abraço esteja presente na tua vida. 

(continuação no próximo post)

 

|imagem - Nature Galaxy|

 

 

Compre o livro e contribua com 2€ para a Make-A-Wish

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D