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Ser Feliz

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14
Ago18

O privilégio de ser mãe

Carla Lopes Gomes

Ser mãe é um privilégio. Eu sinto-me privilegiada por ser mulher. Eu sou sem dúvida uma privilegiada por ser mãe. E tenho cada dia mais essa certeza. É tão forte este laço, que não se resume a uma imensa soma de afectos, mas que conta também com uma componente física, hormonal, onde os instintos nos fazem lembrar que somos animais racionais que experienciam biologicamente algumas reações dos outros mamíferos. Mas temos a razão, temos a consciência e a possibilidade de partilhar bonitas emoções.

Lamento que algumas mulheres não reconheçam a sorte que têm. E relembro isso todos os dias, quando o meu Rafael só se acalma no meu colo ou quando fica a dormir tranquilo junto a uma peça de roupa usada, com o meu perfume. Vejo nos olhos do meu marido o lamento de não conseguir acalmá-lo tão facilmente.

Já me sentia uma privilegiada por o sentir ainda dentro de mim, quando os outros não conseguiam sentir os seus pontapés. Hoje sinto-me abençoada por poder alimentá-lo e lamento que a amamentação, ao fim de tantos séculos, seja agora um tabu, em pleno século XXI. Não compreendo como algo tão natural e tão maravilhoso pode repugnar as pessoas. Sim, somos animais. Os animais não racionais protegem as suas crias e alimentam-nas. E nós? Passamos a ver a amamentação como um transtorno, como um limitador de agenda, como algo perturbador de se fazer publicamente. Onde está a preocupação com a saúde dos filhos? Então é moda preservar as células estaminais do cordão umbilical para eventual combate a doenças futuras e a amamentação é negada, quando é essencial no fortalecimento do sistema imunitário? Não sejamos um 8 nem um 80. Não é necessário uma mulher despir-se publicamente para conseguir amamentar. Há tantas formas de o fazer e produtos para auxiliar a tarefa. Até neste campo sinto-me privilegiada. Porque a amamentação cria fortes laços entre a mãe e o bebé. Sinto que tenho um efeito calmante muito poderoso sobre o meu filho. Sinto que o pai, nesta fase inicial da vida do bebé, fica em desvantagem, porque há algo biológico que é superior e pode contribuir para que se sinta excluído. Eu tento que não se sinta excluído. Tudo isto é normal. É a natureza a fazer as coisas...

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