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Ser Feliz

Ser Feliz

30
Abr18

Feridas difíceis de curar

Carla Lopes Gomes

Há feridas que não se podem sarar sozinhas. Poderás precisar de ajuda e deverás perceber quando o deves fazer. 

Pedir ajuda a alguém é como anestesiar a pele para remover um estilhaço ou tomar um antibiótico para uma infeção. Não há vergonha nem fraqueza em tal atitude. Há sim coragem e prontidão para atuar. Há iniciativa, há vontade. Há a capacidade de enfrentar e predisposição de aprender com isso. 

Podes conseguir curar a ferida, podes ficar sem dor, mas a tua cicatriz estará lá para te lembrar o impacto que trouxe à tua vida e sobretudo a aprendizagem que foste capaz de interiorizar. 

Perdoar faz parte desse processo de aprendizagem. Não esquecer é importante apenas para te lembrar do quão mais forte te tornaste após ultrapassar um obstáculo tão difícil. 

28
Abr18

Cicatrizar

Carla Lopes Gomes

Perdoar é diferente de esquecer. Porque fica sempre gravada a cicatriz da ferida que te vai lembrar pelo que passaste e que lição trouxe à tua vida. É positivo esse avivar de memória porque te faz ver o que já viveste, o que ultrapassaste e o que aprendeste a ver com sentido de missão cumprida pelo contributo dado ao teu Eu de hoje, um Eu mais completo, equilibrado, ponderado e com uma capacidade de discernimento muito superior. 

A ferida incutiu em ti fortes lições, mas o conseguires cicatrizar a tua ferida foi, sem dúvida, a maior ilação dessa dor para a tua vida. O impacto que espelha em ti é a verdadeira razão de ter existido. E cicatrizar é tão bom. 

Quando fazes um golpe e o teu sangue jorra pela pele fazes um esforço imediato para estancar a ferida. O que desejas naquele instante é parar de sangrar e que a cicatriz surja o mais rápido possível. Na tua vida, quando te deparas com determinados problemas, com cenários que para ti eram hipoteticamente impossíveis, e por essa razão ampliam o impacto em ti, criando uma ferida de grandes dimensões e com uma consequente dor crescente, nem sempre te predispões a atuar no sentido de a sarar e nem sempre anseias pela sua cicatriz. Na verdade, quantas vezes já ignoraste feridas, tentando avançar no teu caminho como se elas não existissem? Talvez por te parecer mais fácil naquele exato momento, talvez por medo de enfrentar, talvez por não querer encarar algo por falta de coragem e receio de não suportar a dor. 

Pensa comigo... quando tens uma grande ferida e não cuidas da mesma, não desinfetas, não fazes nada, o que te espera é provavelmente uma infeção. O resultado garantidamente não será bom e dará o seu forte contributo para dores bem piores do que a dor inicial. 

Na tua vida acontece exatamente o mesmo. Quando ignoras e não cuidas, nem enfrentas a ferida que se impõe no teu caminho, contribuis para o fermentar de uma dor maior e até para o seu prolongamento no tempo. Porém, quando a enfrentas tens mais possibilidades de atenuar os seus efeitos. Dependerá sempre da tua atitude. 

 

(não percas o próximo post - Feridas difíceis de curar)

 

26
Abr18

A importância e dimensão das coisas

Carla Lopes Gomes

"... na nossa vida tudo tem a importância e a dimensão que quisermos e permitirmos. Não transformes sentimentos ou atitudes que podem ser pequenos grãos de areia em calhaus que afetem demasiado a tua vida... Se deixares que um calhau te atinja, tira as ilações necessárias desse sofrimento, do desespero ou desilusão que possa transportar para dentro de ti, transforma a dor em aprendizagem e capacita-te das emoções e sabedoria necessárias para te reequilibrar."

 

|excerto do capítulo "O que o rosto não mostra" do meu livro - Guia Prático para Ser Feliz|

25
Abr18

Liberdade - Somos realmente livres?

Carla Lopes Gomes

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Hoje a palavra principal é liberdade. Comemoramos 44 anos de liberdade em Portugal. No entanto, eu interrogo-me… ao longo destes 44 anos fomos realmente livres? Ou será que tipificamos a liberdade como dependente apenas de alguns fatores, nomeadamente políticos?

A pergunta que te faço hoje é: sentes-te livre?

Aquilo que sinto é que muitos de nós se prende a si mesmo, elevando barreiras contra as pessoas envolventes, contra ideologias, e quase contra o mundo.

Somos pouco livres porque estamos agarrados ao preconceito.

Somos pouco livres porque receamos o que os outros pensam sobre nós, e isso faz-nos parar e ter medo de avançar no plano que traçámos.

Somos pouco livres porque nos amordaçamos e receamos dizer o que nos vai na alma. Julgamos ser mais confortável calar, consentir e engolir em seco, mas como resultado cria-se um nó na garganta que nos prende ainda mais e traz tudo menos o nosso conforto.

Somos pouco livres porque vivemos na ilusão de que o dia certo para tudo vai chegar e, no entanto, somos cegos, porque os dias passam por nós e não os agarramos.

Somos pouco livres porque nos amarramos aos sítios, às coisas, às pessoas e não somos capazes de perceber quando os devemos deixar partir.

Somos pouco livres porque ficamos tantas vezes atados no passado, nas dores, nas tristezas, nas desilusões e nas saudades, e não avançamos para o hoje, para o daqui para a frente.

Somos pouco livres porque desejamos tanto dar asas aos nossos sonhos e perdemos tantas vezes a coragem de os concretizar.

Somos pouco livres porque nos encorajamos diariamente ao conformismo, à resignação de viver uma rotina que consideramos nos ser imposta pela sociedade.

Somos pouco livres simplesmente porque não libertamos a criança que habita dentro de nós, o nosso lado infantil, alegre, sonhador e indispensável para equilibrar aquele lado mais sério, conservador e medroso que também existe em cada um de nós.

Somos pouco livres porque não abrimos as portas à nossa essência, àquilo que realmente somos, àquilo que realmente desejamos. Porque afinal a liberdade é muito abrangente, mas a pior prisão é aquela que tu constróis para ti mesmo com as tuas próprias mãos.

Para e analisa se realmente és livre ou se ainda há muito por libertar dentro de ti.

Feliz dia da liberdade!

 

|imagem - Nature Galaxy|

 

 

19
Abr18

Em contagem decrescente

Carla Lopes Gomes

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O lançamento do meu livro é já no próximo dia 6 de Maio, pelas 16:00 horas na Academia de Juventude e Artes da Ilha Terceira, na Praia da Vitória.

Conto com a vossa presença!

O livro já se encontra em pré-venda, sendo possível fazer encomenda através de mensagem privada no facebook ou para o meu endereço de email serfelizblog@outlook.pt. O livro tem um custo de 12,00 €, no entanto, pode ser adquirido durante a fase de pré-venda e lançamento ao preço promocional de 10,00 €.

 

18
Abr18

Quem ama sofre – um clichê tão verdadeiro (cont.)

Carla Lopes Gomes

Amar é rechear o coração com os sentimentos mais puros, os quais unidos se traduzem numa força interior tão grande que só a ti cabe exteriorizar ou não. Amar é importante, mas mostrar que se ama também é uma forma de amar. Não escondas o teu amor por medo de mostrar fraqueza, quando no verbo amar não há espaço para essa palavra. Há sempre alguém ao teu lado que precisa de uma manifestação de carinho teu, e isso poderá contribuir para fermentar amor no seu coração, que se sentia provavelmente um pouco perdido. 

O amor amplia amor, porque as suas demonstrações nas ações do teu dia fazem multiplicar o amor à tua volta. 

Não há formas certas ou erradas de amar. Existe sim uma forma de estar na vida – amando, e amando os que te rodeiam e a ti mesmo. Pois se o amor for verdadeiro não há lugar a "ses" nem a "mas", porque simplesmente não há espaço para nada que provoque dor. O sofrimento implícito será pelo medo de não conseguir amar o suficiente. Quem ama, ama e sofre por amor. E não há mal nenhum nisso. O amor é maior que tudo e silencia essa dor com um simples gesto. Basta amar e pronto. 

Pág. 1/3

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